Programada pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) para julho, a entrega da Penitenciária Masculina de Piracicaba será adiada pela quinta vez.
De acordo com o engenheiro José Eduardo Rodrigues Pereira, gerente de contratos da Construtora Hudson, responsável pela obra, ainda faltam a extensão da rede de energia elétrica e a construção de um acesso da rodovia para o estabelecimento prisional, que deve levar cerca de quatro meses.
O prédio está com 95% do trabalho concluído. “A fase agora é de pintura e acabamento”, disse.
Se fosse entregue em julho, a penitenciária já estaria com atraso de um ano e meio em relação ao projeto inicial.
O contrato foi assinado em dezembro de 2011 e a entrega estava prevista para janeiro de 2013, mas a chuva e as dificuldades de acesso ao local das obras foram o motivo para o primeiro atraso.
De lá pra cá, a inauguração da unidade prisional vem sendo postergada e o mês de julho seria o prazo final de entrega.
Obras de acesso ao estabelecimento prisional e extensão da rede de energia elétrica são serviços ainda não realizados.
O agravante é que para construir o acesso, será necessário o remanejamento de redes de fibra ótica e de gás, que ficam às margens da rodovia Deputado Laércio Corte (SP-147).
O projeto foi enviado para a Intervias, concessionária que administra a rodovia. “Leva mais ou menos 60 dias para liberar a construção e depois mais ou menos 60 dias para a construção do acesso (contando com o trabalho de remanejamento das redes). Isso tudo se não chover”, disse Pereira.
A ligação da energia elétrica para alimentar toda a prisão deve demorar cerca de 30 dias. A remoção das redes de fibra ótica e de gás, segundo ele, é de responsabilidade da Intervias.
A assessoria de imprensa da concessionária foi procurada pelo Jornal de Piracicaba, mas não foi encontrada para se manifestar.
A SAP também foi questionada sobre a entrega total das obras, mas não respondeu ao e-mail.
O representante da secretaria que visitou o prédio sexta-feira (9/05) não estava autorizado a falar.
Na sexta, as comissões de Direitos Humanos, Criminal e Prerrogativas da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), representantes da SAP e o juiz Luís Antonio Cunha, corregedor da Polícia Judiciária e dos presídios, visitaram o estabelecimento prisional acompanhados dos engenheiros responsáveis.
Quando entrar em funcionamento, a penitenciária terá vagas para 847 homens condenados a cumprir pena em regime fechado.
Fonte: Jornal de Piracicaba





