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Agente penitenciário troca tiros com ladrões

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Uma tentativa de assalto quase acabou em tragédia na noite de sábado, na Zona Leste. Isso porque o agente penitenciário Valdomiro Peres Sanches, depois de ser abordado pelos ladrões quando chegava em casa, reagiu a tiros e na troca de disparos um vizinho acabou baleado na barriga e no braço, mas não corre risco de morrer.

 

Tudo aconteceu quando Sanches chegava em sua casa, às 19h30, pilotando uma moto Yamaha. “Os ladrões anunciaram o assalto, me revistaram mas não acharam minha arma”, disse o agente penitenciário, que não quis aparecer em fotos por motivo de segurança. “Quando eles iam fugindo,  saquei o revólver, dei voz de prisão e saí correndo atrás.”

 

Na troca de tiros, o motorista autônomo Jorge Egídio, de 40 anos, acabou atingido. “Meu marido estava entrando em casa e ficou no meio do tiroteio”, contou Priscila Prado. “A sorte é que por causa da chuva as crianças não estavam brincando na rua como fazem todas as noites”, fala.

 

Egídio foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal Alexandre Zaio, na Vila Nhocuné, e está internado em observação. Uma bala o atingiu de raspão na barriga e outra atravessou seu braço. Os ladrões abandonaram a moto roubada e fugiram em outra. No local  também foi deixado um revólver calibre 32.

 

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 10 Distrito Policial (Penha), a arma usada pelo agente penitenciário estava regularizada e Sanches teria porte para utilizá-la fora do horário de serviço. O caso aconteceu três dias depois de o plenário do Senado aprovar um projeto de lei que autoriza agentes prisionais, assim como guardas portuários, a portar arma de fogo fora de serviço. A lei aguarda agora sanção da presidente Dilma Rousseff  para entrar em vigor.

 

De acordo com o texto, os profissionais ficam autorizados a portar arma de fogo particular ou fornecida pela repartição. O porte, no entanto, só será permitido se os profissionais se submeterem a regime de dedicação exclusiva, se passarem por formação funcional (nos termos de regulamento a ser adotado) e se forem subordinados a mecanismos de fiscalização e de controle interno.

 

Fonte: Diário de SP

 

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