Investigação comprova que três funcionários da P2 eram vigiados por facção

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As investigações da Polícia Civil comprovaram que Eudes Cristiano do Amaral, conhecido como Bolacha, era “contratado” por uma facção criminosa para monitorar três funcionários da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Ele confessou ser integrante da quadrilha que atua dentro e fora dos presídios paulistas ao ser preso nesta quinta-feira (3), em Presidente Prudente.

 

Logo após a prisão, um vídeo foi gravado a pedido do Ministério Público. Na gravação, obtida com exclusividade pelo SPTV, Bolacha confessa ter se mudado para Prudente a pedido da quadrilha para monitorar os agentes do Estado.

 

O acusado já era procurado pela polícia por participação em um roubo a uma transportadora de armas, em Osasco, no ano passado. Em sua casa em Prudente, a polícia apreendeu seis quilos de maconha.

 

“Ele disse que era de sua propriedade e que estaria tentando implantar um ponto de tráfico de entorpecente em Prudente, igual ele já tem em Osasco”, explicou o tenente Augusto Paiva, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

 

As investigações do MP mostram que durante seis meses, o criminoso percorreu diferentes estabelecimentos em Prudente, inclusive uma clínica de saúde onde presos da P2 recebem atendimento médico.

 

O trabalho de inteligência do MP também aponta que em junho, Bolacha viajou até Venceslau e esteve em vários locais, inclusive em endereços próximos ao Fórum da cidade. Os equipamentos eletrônicos e um caderno, apreendidos durante a ação policial, serão periciados.

 

“Eles são parte de uma facção criminosa que atua no Estado com finalidade de entrar contra alguma ação contra o Estado, contra agentes do Estado”, afirmou o delegado assistente seccional Marcelo Minari.

 

Fonte: IFronteira

 

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