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Promotor alerta para a dificuldade de investigar o crime organizado no País

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O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, Lincoln Gakiya, chamou a atenção de parlamentares para a dificuldade de investigar o crime organizado no País.

 

Em audiência pública da Subcomissão Permanente para tratar do Combate ao Crime Organizado, Gakiya também alertou para a importância de dar condições para que juízes, promotores e delegados possam proferir suas decisões com isenção e de maneira segura em relação a esse tipo de crime.

 

Segundo o promotor, trata-se de uma investigação complexa e que pode durar vários anos. “Se a gente vai investigar uma organização desse porte, é preciso conhecer o fenômeno. É preciso encontros, debates. O Judiciário precisa entender que não é uma investigação de tráfico de esquina”, disse.

 

Outra dificuldade atual diz respeito aos aplicativos de comunicação gratuitos nos smartphones. Nesse ponto, o promotor sugeriu que o País obrigue as operadoras de telefonia a repassar dados sobre tráfico que passam por elas.

 

PCC
Falando especificamente do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gakiya disse que hoje 90% dos presídios paulistas (137 unidades) recebem integrantes do PCC.

 

“O PCC está espalhado por todas as unidades da federação. São 7 mil integrantes no estado de São Paulo, sendo 5 mil presos e 2 mil em liberdade, e mais 4 mil espalhados por todos os estados, inclusive o Distrito Federal”, completou o promotor.

 

Ainda segundo ele, a arrecadação do PCC gira em torno de R$ 10 milhões a R$ 12 milhões, resultado do tráfico de drogas, de rifas e de caixinhas.

 

Compensação
Lincoln Gakiya pediu ainda aos deputados que reflitam sobre compensações financeiras que possam ser dadas aos municípios que recebem presídios. “Há prefeitos solicitando instalação de presídios para angariar empregos”, observou.

 

Fonte: Agência Câmara

 

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