Após o descaso do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em não atender as reivindicações da pauta 2013 da categoria dos agentes de segurança penitenciária (ASP), mesmo diante de diversas manifestações realizadas pelo sindppesp-SP em São Paulo, o sindicato resolveu realizar uma série de assembleias nas diversas regiões do Estado.
O objetivo das assembleias regionais é discutir o desprezo e abandono do governo para com os ASPs, o não atendimento às solicitações da pauta 2013, além de tomar possíveis decisões de paralisação, greve, ou outras, caso seja necessário. As reuniões também servirão para tratar da pauta de reivindicações 2014.
As assembleias serão realizadas entre os dias 3 e 25 de fevereiro. As datas, locais e horários já foram definidos pelas regionais, confira na tabela abaixo. Nas assembleias os servidores poderão expressar suas opiniões, apresentar propostas e votarem nas decisões a serem tomadas. “É muito importante a participação de todos os servidores, pois é nessa hora que cada um deve reclamar, expor sua opinião e ideias para que possamos juntos definirmos os rumos da categoria”, disse o presidente do sindppesp-SP, Daniel Grandolfo.
No ano passado, o governo apenas concedeu o insignificante reajuste de 7% à categoria, e mesmo assim, com validade somente a partir da data de publicação da Lei Complementar nº 1.216 no Diário Oficial em 1º/11/2013, sem qualquer retroativo à data-base, que deveria ser 1º de março.
Até o momento, também ficou apenas na promessa a concessão da redução das classes, que passaria de 8 para 6, conforme o projeto elaborado pelo sindppesp-SP e protocolado junto ao secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes em 8/10/2013. Segundo o que ficou decido em reunião na SAP, Gomes deveria se reunir com os secretários da Gestão Pública, Davi Zaia, da Casa Civil, Edson Aparecido e da Fazenda, Andrea Sandro Calabi, para última análise e, na sequência, o projeto seria enviado ao governador para ser encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). No entanto, até o momento, o governo não deu nenhum retorno concreto sobre a redução das classes, apenas prometeu que seria concedido, mas não concedeu. “Vamos realizar essas assembleias regionais para que a categoria diga o pensa, se manifeste e decida pelos rumos a serem tomados. Quem decide é a categoria, se ela optar por paralisação ou greve, assim será” disse Grandolfo. Qualquer dúvida os filiados devem procurar as sedes regionais.
Apoio da Força Sindical
O presidente estadual da Força Sindical, Danilo Pereira, e o vice-presidente, Daniel Grandolfo, estiveram reunidos em São Paulo para tratar do apoio da central sindical às assembleias regionais. A Força dará o apoio logístico e enviará um carro de som para a frente das unidades onde serão realizadas as assembleias.
